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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A Catedral de São Basílio tem suas origens no século XVI, quando uma pequena igreja de pedra foi erguida neste mesmo local, onde estaria enterrada Santa Sofia. Aproximadamente na mesma época, os russos obtiveram uma vitória definitiva sobre os tártaros que ameaçavam Moscou. Para comemorar o evento, ‘Ivan o Terrível’ ordenou a construção de sete igrejas na Praça Vermelha.

O diferencial nesta catedral é que as igrejas são conectadas entre si, formando um único conjunto, embora com características arquitetônicas e cores diferentes, o que pode ser facilmente constatado observando-se cada torre. Cada uma das igrejas foi projetada para homenagear diferentes eventos da campanha contra os bárbaros. Assim, a Catedral compõe-se de uma nave central, ladeada por outras igrejas, formando um conjunto ao mesmo tempo independente e integrado. Ao todo, são nove torres, cada uma ornamentada por uma cúpula, obras-primas criadas pelo arquiteto russo Postnik Barma.

A torre noroeste, por exemplo, homenageia Santa Ustina e Cipriano, santos do dia em que a capital mongol Kazaan foi conquistada, enquanto a torre sudeste foi consagrada para homenagear Nicola Velikoretsky, cujo nome também está relacionado à conquista russa. O templo não tem uma fachada principal, pois foi concebido para ser apreciado igualmente de todos os lados, assim como o próprio globo terrestre. Não há serviços religiosos regulares no local, pois seu status é mais de monumento nacional e histórico do que religioso.

Na Praça das Catedrais, também no Kremlin, destaque para a Catedral da Anunciação (de 1484), com suas nove cúpulas douradas que contrastam com o branco do edifício. No interior,  afrescos de 1508, solo de jaspe e ágata e um iconostásio (uma espécie de biombo que separa o presbitério e o altar do restante da igreja) de 1405. A Catedral era comumente utilizada para coroação dos czares. Dentre toda a linhagem de soberanos da história russa, destaca-se a figura de Ivan, que entrou para a história como Ivan o Terrível. Foi ele quem conseguiu expulsar definitivamente as hordas invasoras bárbaras provenientes da Sibéria, e estabelecer, a partir de então, um Estado russo unificado. Seu nome permanece venerado em todo o país como o Pai da Rússia, sendo que seu trono até hoje ocupa um local de destaque dentro da Catedral. Aqui também estão as sepulturas de importantes líderes da igreja ortodoxa russa. Mas o verdadeiro destaque desta catedral é seu interior, primorosamente adornado com ícones religiosos, cobrindo todas as paredes.

A torre da Catedral da Anunciação é uma das estruturas mais altas da cidade, visível a quilômetros de distância. Ao lado da Catedral encontra-se o maior sino já construído, fundido em 1701 e que nunca chegou a ser içado até a torre. Perto dali está o Canhão do Tsar, o maior canhão do mundo no gênero.

O Grande Palácio, ao lado da Catedral, residência dos czares construída entre 1838 e 1849 e hoje residência oficial do presidente da Rússia; a Torre do Sino de Ivan, o Grande, de 81 metros de altura (o ponto mais alto do Kremlin); e o Armoury, lar do museu mais antigo de Moscou, onde está preservada uma inestimável coleção de tesouros da história russa cobrindo o período que vai do século IV ao XX. São centenas de joias de ouro, prata e pedras preciosas, vestimentas, armaduras, tronos, carruagens, móveis, alguns dos famosíssimos ovos Fabergé e uma infinidade de objetos. Outro destaque da exposição é o diamante de 180 quilates que pertenceu à imperatriz Catarina, a Grande.

Para a Praça das Catedrais, exposições na Torre do Sino de Ivan e Museu de Armas, a entrada é na Torre Trindade, situada no lado oposto à Praça Vermelha. Ali encontram-se, além da Catedral da Anunciação, a Catedral do Arcanjo São Miguel (com o ícone do Arcanjo São Miguel e as capelas funerárias dos czares e suas famílias com 46 sarcófagos, entre os que destacam os do Príncipe Vsevolodovic, do Czar Fiodor Ivamovic e do Ivan o Terrível), a Catedral da Assunção (nesta catedral está em exposição o trono do czar Ivan, o Terrível, confeccionado em 1551), a Igreja da Deposição do Manto Sagrado de Nossa Senhora e a Igreja dos Doze Apóstolos



Não deixe de visitar o Mausoléu de Lênin (original construído em 1924 e a versão atual, maior, em 1929), situado junto às muralhas do Kremlin. Em seu interior, o corpo mumificado do líder da revolução russa pode ser visitado em determinados dias da semana, embora as filas costumem ser quilométricas. As lápides brancas demarcam sepulturas de outros vultos importantes da história russa, como Joseph Stalin, Leonid Brejnev e Yuri Gagarin. É proibido fotografar, aliás, sequer é permitida a entrada com bolsas ou mochilas. Há um local para deixar os pertences, onde paga-se € 1. O horário de visitação é reduzido, das 10h às 13h, somente às terças, quartas, quintas e sábados. Não é possível parar para olhar, apenas passar em volta do mausoléu rapidamente.

Há, também, o Vladimir Lenin Museum (fundado em 1924 com o nome de Instituto Lenin), localizado na Vishniakovski Pereulok, 4-6, próximo ao Kremlin.

Em frente ao mausoléu, no outro lado da praça situa-se o imponente shopping GUM (Glavny Universalny Magazin), o maior do gênero na Rússia, que abriga lojas sofisticadas e de grife.  Instalado em um prédio do século XIX, antigamente era ali que os moscovitas enfrentavam as filas diárias para comprar alimentos e artigos necessários ao dia-a-dia. Hoje, ali se vende de tudo, mas os preços são impraticáveis para a maior parte dos russos. 

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