São Petersburgo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Chegamos à cidade às 6h45, na Moskovsky Railway Station (estação) no dia 26 de setembro de 2011, vindo de trem de Moscou. Foram 8 horas de viagem. A passagem custou aproximadamente 80 euros. 

Até o Hotel Atmosphera (Nevsky Prospekt, 132), onde fizemos a reserva, são 5 minutos a pé da estação (saindo à direita). Difícil é encontrar o local, pois a placa de identificação fica escondida. Fica ao lado do Café XAY3. Diária para casal a RUB 1.600 (rublos) ou € 40, incluídos o café da manhã, internet sem fio e água à vontade. O café é servido no quarto e é bem generoso: pão, biscoito, queijo, iogurte, chocolate, chá, café, patê e geleia. O hotel é simples, numa espécie de prédio residencial, mas o atendimento é caloroso. Contato: a-hotel@mail.ru


São Petersburgo é uma cidade federal da Rússia localizada às margens do rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. Os outros nomes da cidade eram Petrogrado (1914–1924) e Leningrado (1924–1991).

Fundada pelo tsar Pedro, o Grande em 27 de maio de 1703, serviu de capital do Império Russo por mais de duzentos anos (1713-1728 e 1732-1918). São Petersburgo deixou de ser a capital em 1918, após a Revolução Russa de 1917. É a segunda maior cidade da Rússia e a quarta da Europa (em território) atrás de Moscou, Londres e Paris. A cidade possui 4,6 milhões de habitantes e mais de 6 milhões de pessoas vivem nas cercanias.

São Petersburgo é um dos maiores centros culturais da Europa e um importante porto russo no Mar Báltico, repleta de atrativos, catedrais, palácios, monumentos, museus, teatros e, sobretudo, muita história. E ainda com a vantagem de poder visitar-se quase tudo a pé, devido à proximidade dos seus principais pontos turísticos. Mas para alguns locais mais distantes, pode-se utilizar ônibus e metrô. O serviço é excelente.

De uma forma geral, os ingressos para as atrações são bem mais caros para turistas do que para os residentes. Mas vale a pena selecionar os melhores e conhecer.

Um programa interessante é tirar uma noite para apreciar o balé folclórico russo, que se apresenta num dos tradicionais teatros do centro. Geralmente o espetáculo tem duas partes, durante as quais os grupos de dança profissionais apresentam coreografias e músicas de diferentes regiões do país, intercalados com números e com a participação de convidados da plateia. Há um bilhete especial que dá direito ao bufê de canapés e bebidas (se for de seu interesse, solicite na hora de comprar na agência). A dica é chegar cedo, pois os lugares não são marcados.

Também é proveitoso um passeio de barco pelo rio Neva para melhorar admirar as inúmeras construções históricas. Há tours de 1 hora (RUB 400 ou € 9,50 para estudantes) e de 1h30 (RUB 600 ou € 14), saindo da Ponte Anichkov. A primeira partida é às 11h da manhã.

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Transporte

Os primeiros projetos para a construção de uma rede de metrô na cidade apareceram em 1899 sob a forma de linhas elevadas. São Petersburgo era, então, a capital da Rússia. Contudo, com a Revolução Russa de Outubro e com a Guerra civil Russa, a capital passou para Moscou, e, durante mais de uma década, o projeto ficou suspenso. No entanto, no final da década de 1930, a ideia foi reposta na mesa após a abertura do metrô de Moscou em 1935. À semelhança do sistema de metropolitano da nova capital, a maior adversidade na construção foi a escavação dos túneis.

São Petersburgo tem hoje um dos metrôs mais fundos do mundo; serve cerca de três milhões de passageiros diariamente, sendo um dos dez mais movimentados do globo.

A construção começou em 1940. Devido à Segunda Guerra Mundial a rede só foi inaugurada a 15 de novembro de 1955, com sete estações operacionais. Atualmente, são 5 linhas (vermelha, azul, verde, laranja e violeta) e 65 estações – a maioria delas concentrada nas duas primeiras estações. São ricamente decoradas, ainda com adornos da era socialista.

Além do metrô, ônibus de várias linhas circulam por toda parte em horários frequentes.

O Aeroporto Internacional de São Petersburgo (Pulkovo) é um dos mais importantes e movimentados da Rússia. Está dividido em Pulkovo 1, destinado a voos domésticos e voos para os países da antiga União Soviética, e Pulkovo 2, para voos internacionais.

Está situado a 17 km do centro. Como saímos de São Petersburgo de madrugada, pegamos um táxi. Corrida a RUB 600 ou € 15.

Do aeroporto à Estação Moskovskaya (estação central de metrô), pode-se pegar o ônibus nº 39 (em frente ao Terminal 1 ou o ônibus nº 13 (em frente ao Terminal 2). O trajeto leva 35 minutos, em média. Ambos partem a cada 15/20 minutos.

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Pontes

Como foi construída às margens do rio Neva, sobre centenas de ilhas de todos os tamanhos entrecortadas por canais, a cidade ganhou o apelido de Veneza do Báltico. Suas pontes não são apenas belas obras arquitetônicas, mas também ótimos pontos de observação e excelentes locais para fotos. Comece pela Ponte Anichkov, mais conhecida como Ponte dos Cavalos, por estar adornada nas quatro extremidades por quatro diferentes esculturas de Pyotr Klodt (escultor favorito do Imperador Nicolas, que governou de 1825 a 1855), representando cavalos em posições diferentes. As esculturas equestres são tão importantes para a cidade que durante a guerra foram removidas da ponte e escondidas, para não serem destruídas pelo bombardeio alemão.

Outra ponte de destaque é a Ponte Alexandre Nevsky, a maior da cidade, com mais de 900 m de extensão, 35 de largura, e um projeto inovador. Relativamente nova, ela foi construída em 1960, e liga o bairro de Malaya Okhta ao centro. Também há a Ponte do Palácio (Dvortsovy Most), unindo o Palácio de Inverno ao lado oposto do Neva que oferece ótimos ângulos para fotos, além de proporcionar uma vista excelente da cidade. A região, situada atrás do Museu Russo (próximo à Avenida Nevsky Prospekt), é uma das mais bonitas da cidade, cortada por canais ornamentados por prédios de fachadas coloridas. Dali partem diversos cruzeiros que percorrem alguns dos canais de São Petersburgo.

Nunca é demais lembrar que, para permitir a passagem das grandes embarcações, as pontes sobre o rio Neva fecham para veículos e pedestres durante a madrugada, assim, quem gosta de esticar a noite, deve tomar cuidado para não ficar retido no lado errado da cidade até às 5 da manhã. Já durante os meses de inverno, como o rio congela, não há movimento fluvial, razão pela qual as pontes permanecem abertas durante toda a noite.

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Museus e Palácios

O Museu Russo (próximo à Avenida Nevsky Prospekt) ocupa as dependências do que foi um dia o Palácio Mikhailovsky e foi transformado em museu da história russa em 1898, atendendo a um desejo da família real de criar um espaço destinado a abrigar tesouros russos, rivalizando assim com a Galeria Tretyakov, de Moscou. Aberto das 10h às 18h, fechado somente às quintas-feiras. Entrada a RUB 350 ou € 8. Ao lado, está o Museu Etnográfico, bastante interessante, que abriga dezenas de trajes típicos de todas as regiões do país. Entrada também a 350 rublos.


O Museu Hermitage é a principal atração turística da São Petersburgo. Nenhum outro local na Rússia e poucos no mundo têm coleções de arte tão preciosas quanto as que ali estão expostas. Construído entre 1754 e 1762, graças à czarina Catarina a Grande, seu acervo hoje chega a 2,7 milhões de peças (distribuídas em 3 andares), cobrindo um período que vai do Egito antigo até a Europa do século XX. Em destaque estão obras de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rembrandt, Van Gogh, Matisse, Gaugin e Rodin. O principal prédio do conjunto é conhecido com Palácio de Inverno, pois foi uma das residências dos czares russos.

O prédio do museu em si já é uma obra magnífica de arquitetura, chama a atenção pelas cores verde e branco, pelo estilo barroco, por suas dimensões e pela imponência. Ao todo o prédio tem 1786 portas, 1945 janelas e 1057 salões ricamente adornados. Reserve de duas ou três horas para apreciar suas principais coleções. O ingresso custa RUB 400 ou € 9,30; para fotografar paga-se mais RUB 200 ou € 4,60. Para soldados, veteranos de guerra, funcionários de museus, membros da união dos artistas e estudantes, a entrada é gratuita.


Em frente à Praça do Palácio de Inverno (Dvortsovaya Ploshchad) destaca-se a Coluna de Alexandre (Aleksandrovskaia Kolonna), sólido monolito de 600 toneladas e 50 m de altura, comemorativo da vitória de Alexandre II sobre as tropas de Napoleão Bonaparte. No topo da coluna situa-se um anjo segurando uma cruz, e consta que o rosto do anjo foi modelado de forma a reproduzir as feições do imperador.

A Praça do Palácio era o centro da São Petersburgo imperial, e além do palácio abrigava outros importantes prédios do regime imperial, como a Sede do Almirantado (Admiralteistvo), construída em forma de curva ‘d’, havendo em seu centro um imenso portal em arco.

Transformado em museu permanentemente ancorado na margem norte do rio Neva, em frente ao Hermitage, mas do outro lado do rio, está o Cruzador Aurora. Construído entre 1897 e 1900, participou da guerra russo-japonesa de 1904, mas sua fama principal deve-se à honra de, em outubro de 1917, ter dado o primeiro tiro contra o Palácio de Inverno, sinalizando o início da revolução que iria derrubar o governo provisório e levar os comunistas ao poder. Para ir ate lá, basta atravessar a ponte a pé (por ser próximo à água, o vento é bem frio) ou de ônibus circular (passagem a RUB 21 ou € 0,50. O passe dá direito a andar por 90 minutos. Se você for rápido, pode pegar outra condução sem pagar novamente.

Também do outro lado do rio, perto da Ponte do Palácio está o belo e imponente Kunstkamera (impossível não notar suas cores verde e branco constrastando com o azul do céu e das águas do rio Neva). Aberto das 11h às 18h, fechado às segundas e na última quinta-feira de cada mês. Primariamente famoso pela sala com a coleção freak show (show de horrores) de fetos humanos deformados, preservados em formol (não pode tirar foto). O resto do museu consiste de bugigangas de várias culturas (mais de um milhão de peças). Seu único atrativo é ser o museu mais antigo da Rússia, estabelecido em 1704 por Pedro, o Grande. Ingresso a RUB 200 ou € 4,60.

O Palácio Menshikov, em tom rosado, é uma das primeiras construções de pedra em São Petersburgo. Construído em 1721 para o primeiro governador de São Petersburgo, e antes dele, Pedro, o Grande, passou por uma restauração em 1970. Sua decoração é riquíssima, com ouro, mármore, qualidades preciosas de tinta, madeira e modelagem, esculturas clássicas trazidas da Itália, grandes espelhos de Veneza, lustres, tapetes e revestimentos de parede sedosos da China. Nele fica a coleção Hermitage, composta de materiais sobre a cultura russa do século XVIII, pinturas, esculturas, arte em geral e moedas. Aberto das 10h30 às 17h30; fecha às segundas-feiras. Próximo à  Catedral de Santo Isaac.

A leste do Palácio de Inverno, está o Palácio de Mármore, nome devido à decoração constituída por uma larga variedade de mármores policromos, originários de diferentes regiões; ao todo, foram usadas 32 tonalidades diferentes de mármore. Foi o primeiro palácio neoclássico da cidade.

O Palácio de Mármore foi construído pelo Conde Grigory Orlov, o favorito da Imperatriz Catarina, a Grande, e o mais poderoso nobre russo da década de 1760. A construção do palácio teve início em 1768, segundo os desenhos de Antonio Rinaldi, que previamente tinha ajudado na decoração do Palácio Reggia di Caserta, próximo a Nápoles.

Durante a era soviética, o palácio abrigou, sucessivamente, o Ministério do Trabalho (1917–1919), a Academia da Cultura Material (1919–1936) e o Museu Lenin (1937–1991). Atualmente, o palácio acolhe exibições permanentes do Museu Estatal Russo (instalado no Palácio Mikhailovsky), nomeadamente "Artistas Estrangeiros na Rússia (século XVIII e XIX)" e o "Museu Peter Ludwig” do Museu Russo, o qual apresenta telas de Andy Warhol e de outros ídolos da Pop Art.

Se tiver tempo, visite a Casa-Museu Dostoievsky, uma casa de esquina de 4 andares, com fotos, acessórios, roupas, móveis e obras do escritor. Em São Petersburgo, Fiódor Dostoiévski chegou a morar em mais de 20 endereços, mas um deles, em especial, se tornou a sede do Museu. Situada no encontro do beco Kuznechni com a rua que atualmente recebe o nome do escritor – Rua Dostoievski –, ali ele se instalou em 1846 e nela viveu até sua morte, em 09 de fevereiro de 1881. É fácil localizar. Numa pracinha próxima, onde costumava sentar para observar a Catedral de São Vladimir, há um monumento sem sua homenagem. Seu último livro, "Os Irmãos Karamazov" foi escrito neste endereço. Aberto diariamente, das 10h30 às 18h30. Entrada a RUB 80 ou € 2.



Perto dali, há um agradável e colorido mercado popular, que vende frutas, legumes, verduras, temperos, doces, carnes e peixes. Os doces (bastante variados) são vendidos em pequenas porções em potes. É comum as vendedoras darem ‘provas’ das suas guloseimas.

Atravessando a Ponte do Palácio em direção à Fortaleza de Pedro e Paulo, há o Museu Naval. O edifício da Bolsa de Valores Birja abriga hoje o museu, a peça central do conjunto da Strelka. Data de 1816 em estilo neoclássico. O Museu Naval, um dos maiores do mundo, contém displays históricos da Marinha Russa desde sua fundação até a atualidade, incluindo armamento, modelos de navios e, ainda, alguns mastros originais. Funciona das 11h às 18h, fechado somente às segundas-feiras. Ingresso a RUB 320 ou € 7,40 (para os russos é 90 rublos; a diferença dos preços é grande.

Ao longo do rio Neva, vê-se um longo edifício amarelo – o Yusopov Palace, que já foi residência da família Yusopov, rica e respeitada e que assistiu a um dos episódios mais dramáticos da história da Rússia: o assassinato de Grigori Rasputin. Em 1916, um grupo da elite nobre da cidade, incluindo um dos grão-duques e liderada pelo proeminente príncipe Felix Yusupov, conspirou para matar o homem que, segundo eles, ameaçava a estabilidade do Império, já devastado pela guerra russa. Camponês e autoproclamado santo, com poderes sobrenaturais, exerceu influência manipuladora sobre a família do Czar, inclusive em decisões importantes da família e do governante russo. Rasputin foi então assassinado no Palácio Yusupov, na noite de 16-17 dezembro de 1916.

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Ópera e Balé

Não faltam opções para se assistir a um concerto, a uma peça de teatro ou a uma apresentação de balé, já que a cidade possui vários e excelentes teatros e óperas.

O Teatro Mariinsky (na Teatralnaya Ploshchad – ‘ploshchad’ significa praça em russo) é talvez a instituição mais famosa, mas há outras opções. Foi construído pelo arquiteto Cavos entre 1859-1860, em honra à Maria Feodorovna, esposa do imperador Alexandre II. A praça onde foi erguido o edifício é até hoje o centro da vida cultural da cidade.

Os tíquetes são vendidos em quiosques espalhados pela cidade, conhecidos como ‘Teatralnaya Kassa’, que cobram um adicional irrisório (RUB 20), que é teoricamente opcional. As bilheterias do teatro vendem os ingressos diretamente também, usualmente pelo mesmo preço. Fica próximo à Sinagoga Central e à St. Nicholas & Epiphany Cathedral.

Outro é o Teatro Mikhailovskiy (Ploshchad Isskustv 1 – entre o Museu Russo e o Grand Hotel Europe). O exterior não é tão notório quanto o Mariinsky, mas o interior é igualmente notável, e o teatro recebe atrações russas e estrangeiras de ópera e ballet.

Ópera de St. Petersburgo (Galernaya Ulitsa 33 – ‘ulitsa’, cuja abreviatura é ul. significa rua em russo). Um teatro aconchegante (palco pequeno e apenas 150-200 assentos), que apresenta repertório de grandes óperas a preços menores que os dos grandes teatros, e tem um belo foyer.

Teatro do Conservatório (Teatralnaya Ploshchad 3 – do outro lado da rua do Teatro Mariinsky). Não possui um hall tão luxuoso, porém é uma opção boa e barata para ver óperas, russas e estrangeiras, com performances dos estudantes do conservatório onde Tchaikovsky, Rimsky-Korsakov, Mussorgsky e muitos outros famosos do mundo musical russo estudaram.

O Teatro Alexandrinsky, construído em 1756, é o teatro profissional mais antigo da Rússia e um dos mais prestigiados em arte dramática. O projeto do arquiteto Carlo Rossi passou por 15 meses de reformas e foi reaberto em 2006, quando completava 250 anos.

A madeira que decora as paredes, chão, teto, colunas e repartições entre as salas foi mantida, pois é ela a responsável pela boa acústica do auditório, é ela que produz o som aveludado característico do ambiente.

O nome "Alexandrinsky" foi dado apenas em 1937, para homenagear o centenário da morte do poeta russo Alexander Pushkin.


Em estilo clássico russo, na cor amarela e de colunas brancas, com uma estátua equestre na parte superior, chama a atenção pela beleza. Fica na Ostrovsky Square 2, uma rua atrás da Avenida Nevsky Prospect. 

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Avenidas


Nevsky Prospect é a principal via da cidade e, pelo charme, é comparada à Champs Élysées, em Paris. Esta avenida concentra alguns dos melhores hotéis (como o Grand Europe, construção de 1824; o Nevsky Palace; e o Taleon Imperial Hotel, localizado em um Palácio do século XVIII), centros comerciais, cinema (vimos uns 4), restaurantes (um excelente é o Mama Roma, próximo à Catedral de Nosso Salvador do Sangue Derramado, que oferece bufê livre a RUB 315 ou € 7), mercados, bares e cafés ao longo de seus 4,5 km. Com largura variando de 60 a 25 metros, trânsito intenso e calçadas sempre abarrotadas de pedestres, pode-se dizer que esta é a própria passarela de São Petersburgo. O transporte coletivo mais utilizado é o ônibus elétrico, espécie de bonde.

Na Nevsky Prospect, quase todos os prédios possuem estilo arquitetônico típico do século XIX. Entre os pontos mais conhecidos da avenida figuram Gostinny Dvor, maior shopping da cidade, disfarçado em sua fachada de antigo mercado construído em 1765, com uma bela fachada em arcos.  

Partindo da Praça do Palácio, onde está o Hermitage e a Coluna de Alexandre, estão próximas as três principais avenidas, Nevsky Prospekt, Gorokhovaya Ulitsa e Vosnesensky Prospekt, deixando claro o detalhado projeto urbanístico desenvolvido durante a construção de São Petersburgo.

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Igrejas


A atração mais fotografada é a Catedral de Nosso Salvador do Sangue Derramado (Tserkov Spasitelya Na Krovi). Construída entre 1883 e 1907, quando o país apresentava um grande impulso industrial e econômico, com sua arquitetura em estilo russo medieval clássico, torres coloridas decoradas com ouro, pedras preciosas, cruzes resplandecentes, é impressionante. Foi edificada no mesmo local onde o Czar Alexandre II foi assassinado em 1881, razão pela qual seu nome faz referência ao Sangue Derramado.

O nome oficial do templo é Igreja da Ressurreição de Cristo. Em 1930 a igreja foi fechada devido ao ataque bolchevique, cuja ofensiva contra as religiões destruiu grande parte das igrejas do país. Depois de 30 anos de restauração foi reaberta em 1997. O interior da catedral é decorado com mosaicos de mármore incrivelmente detalhados (criados pelos mais proeminentes artistas russos), cobrindo todas suas paredes, e atualmente abriga um Museu.



A Catedral de Santo Isaac (Isaakevsky Sobor), com sua imponente colunata, é um dos mais vistosos da cidade. Por trás da fachada triangular apoiada em colunas gregas, uma cúpula circular dourada apoiada em uma nova série de colunas destaca-se. Na decoração empregaram-se 43 tipos de minerais. Para dourar a cúpula de 21,8 m de diâmetro, empregaram-se cerca de 100 kg de ouro. Quase 400 obras, entre esculturas, pinturas e mosaicos, adornam a catedral com capacidade para 14 mil pessoas.

A catedral ganhou prestígio adicional na Segunda Guerra, quando a cidade foi sitiada. Neste período seu imenso saguão abrigou milhares de pessoas, e as ajudou a suportar os invernos glaciais de São Petersburgo.

Desde 1931 que a catedral é um museu. Pode-se subir até à base da cúpula, de onde se desfruta de uma magnífica vista de São Petersburgo. O acesso custa RUB 150 ou € 3,50.


A Catedral Kazan (Kazanski Sobor) é a construção de maior destaque da Avenida Nevsky. Considerada como um dos melhores exemplos de arquitetura tradicional russa não ortodoxa, ela foi erigida tentando harmonizar o projeto adotado na construção de São Petersburgo com a tradição arquitetônica ortodoxa. Assim, a monumental colunata de sua fachada foi construída paralela à Avenida, enquanto o altar principal está situado numa das laterais, atendendo à imposição da igreja ortodoxa, que estipulava que estes deveriam estar sempre orientados na direção leste-oeste. Entrada gratuita.

O nome da catedral homenageia a Nossa Senhora de Kazan, um dos maiores ícones religiosos da tradição ortodoxa russa. Marshal Kutuzov, o general que comandou as tropas russas na vitória sobre Napoleão Bonaparte, está enterrado nesta catedral. Em frente à catedral, um belo jardim e bancos de praça convidam os passantes a sentar e admirar tanta beleza.

Combinando estilo barroco e elementos da arquitetura tradicional russa, a St. Nicholas & Epiphany Cathedral destaca-se pela beleza. Foi projetada pelo arquiteto S. Tchevakinsky entre 1753 e 1762. Tornou-se uma espécie de memorial em honra dos marinheiros perdidos. É uma das poucas catedrais que não foram fechadas no período soviético.

A St. Vladimir’s Cathedral é uma igreja ortodoxa (próxima ao Museu Dostoievsky), que foi erguida primeiramente de madeira em 1708. Após várias denominações, ampliações e restaurações, passou a chamar-se St. Vladimir em 1789. No período soviético (1928), foi fechada e, de 1938-1941 foi a catedral da cidade. 

Percorrendo a Nevsky Prospect, avistamos mais duas igrejas: Armenian Church (bela nas cores azul e branco, construída entre 1770 e 1772) e a The Catholic Church of St. Catherine (amarela e com uma cúpula verde, construída entre 1762-1783), ambas em estilo clássico.

Destaque, também para a St. Petersburg Mesquita. Quando concluída, em 1913, era a maior mesquita na Europa: seus minaretes atingiam 49 metros de altura e a impressionante cúpula azul-celeste, 39 metros. A mesquita está situada no centro da cidade, perfeitamente visível a partir da Ponte Trinity.

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Monumentos

Além de São Petersburgo, esta cidade também já chamou-se  Petrogrado e Leningrado. Durante a Segunda Guerra, quando era Leningrado, atravessou seu momento mais difícil. Cercada pelas tropas nazistas, a cidade enfrentou um sítio de 900 dias e mesmo assim não se rendeu. Seus habitantes tiveram que superar frio polar, fome e doenças.

Sem eletricidade, suprimentos e permanentemente sob o bombardeio do exército de Hitler, a resistência de Leningrado entrou para a história como um dos maiores exemplos de determinação patriótica que se tem notícia. A única fonte de suprimentos surgia durante os invernos, quando o lago Ladoga congelava, o que permitia que veículos atravessassem a crosta de gelo e trouxessem alguns víveres básicos para a população.

Na época essa via de gelo ganhou o apelido de Estrada da Vida (Doroga Zhizni), pois foi ela quem permitiu que Leningrado não perecesse. Muitos, no entanto, se referiam a ela também como Estrada da Morte, devido ao grande número de baixas causadas entre os que tentavam furar o bloqueio. Mesmo assim, entre setembro de 1941 e janeiro de 1944, período do bloqueio nazista, Leningrado perdeu um milhão de habitantes, em grande parte, civis.

Foi em sua homenagem e a todos aqueles que sobreviveram que a cidade construiu, nos anos 70, o Monumento aos Defensores. Situado em Ploshchad Pobedy, uma das entradas de São Petersburgo, foi projetado pelo russo Sergei Speransky, e erguido no mesmo local onde as tropas nazistas foram detidas em seu avanço, a entrada sul de Leningrado. No interior do monumento, um grande salão apresenta uma exposição com a história daquele período dramático.

As Colunas Rostrais (em cor rosa) são outro símbolo da cidade. Construídas em 1810, são adornadas cada uma com seis rostras (tradicionalmente, as proas de navios capturados), simbolizando o poder da Frota Báltica Russa. Na base das colunas há esculturas representando os grandes rios da Rússia Europeia: Volga, Dnieper, Neva e Volkhov. Além do propósito decorativo, as colunas também servem como faróis náuticos, e até hoje suas chamas são acesas nos feriados. Uma delas pode ser vista do Hermitage, do outro lado do rio, próxima à Fortaleza de Pedro e Paulo. 



Foi Pedro, o Grande, primeiro imperador do Império Russo, quem construiu em 1703, na parte baixa do rio, na Ilha Zayachy, a 5 km do Golfo da Finlândia, a Fortaleza de São Pedro e São Paulo, que se tornou a primeira construção de tijolo e pedra da nova cidade. O czar foi importante na modernização e ocidentalização da Rússia, que já estava muito defasada em relação às potências ocidentais. Também deu ao seu país grande poder depois de derrotar a Suécia na Grande Guerra do Norte (1700-1721), marcada pela sua grande vitória na Batalha de Poltava (1709) e onde grande parte do exército sueco morreu. Próximo ao rio Neva, está um Cavaleiro de Bronze, monumento em homenagem a Pedro, o Grande.

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Fortaleza de Pedro e Paulo

Mas a visita à Petropavlovskaya Krepost, a fortaleza de Pedro e Paulo, é imprescindível. Concluída em 1740, é a própria origem e núcleo inicial da cidade, e seu nome deriva dos santos padroeiros de São Petersburgo. Situada na pequena ilha de Zaichy Ostrov, esta cidadela abriga uma catedral, um museu, uma antiga prisão, um cais e outros prédios administrativos. Parte do conjunto está aberta à visitação pública e o ponto de destaque é a Catedral (amarela e com uma torre dourada), erigida em 1723. Sua torre já foi o prédio mais alto da cidade, e seu interior abriga as sepulturas de todos os czares russos e seus familiares, desde a época de ‘Ivan o Terrível’ até Nicolau II, executado em 1918. Também a sepultura de ‘Pedro o Grande’ está na catedral da fortaleza.

Em 1997, os restos mortais do último czar, Nicolau II e sua família, mortos pelos bolcheviques após a revolução russa, foram transladados da Sibéria, onde estavam desde sua execução, de volta para São Petersburgo, e também estão agora sepultados na fortaleza de Pedro e Paulo. Do cais da fortaleza tem-se uma vista única da cidade, e é interessante observar também nas paredes da fortaleza as marcas indicando o nível a que chegaram as águas por ocasião das enchentes ocorridas em São Petersburgo. Por estar situada quase ao mesmo nível do mar, a cidade historicamente já sofreu diversas enchentes devastadoras.

Além disso, como fica numa ilha, há uma prainha que no verão pode ser aproveitada pelos moradores e turistas.

Para chegar, pode-se atravessar a ponte a pé ou pegar um ônibus circular (número 7).

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Palácio de Peterhoff


Há um lugar para ser visitado nas proximidades da cidade que não deve ser esquecido: o Palácio de Peterhoff (ou Petrodvorets). Erigido por ‘Pedro o Grande’ junto ao Golfo da Finlândia, pode ser considerado como a resposta russa a Versalhes. A construção original foi erguida entre 1714 e 1725, mas posteriormente outras alas e pavilhões foram gradualmente anexados ao conjunto. Atualmente estão abertos à visitação dezenas de aposentos, com interiores ricamente adornados. Os jardins do palácio são decorados com estátuas, fontes, canais, cascatas, alamedas floridas e diversos recantos temáticos.

O eficiente sistema hidráulico que abastece as fontes dos jardins foi projetado no século XVIII pelo engenheiro Tuvolkov e, surpreendentemente, não necessita de bombas para ser operado.
A maior e mais bonita fonte de todo o parque, A Grande Cascata, prolonga-se por um grande canal, o Canal do Mar, até ao Mar Báltico. Ao longo dos vários hectares de parque, o Peterhoff tem mais de 120 fontes, todas elas de grande beleza. Todo o conjunto merece uma visita.

Durante a Segunda Guerra, Peterhoff foi seriamente danificado pelos bombardeios nazistas, o que pode ser conferido numa exposição fotográfica exibindo o estado deplorável do palácio. Apesar de todos os esforços, nada impediu que as tropas nazistas se instalassem em Peterhof em Setembro de 1941, onde permaneceram até Janeiro de 1944 e de onde prepararam o longo cerco a Leningrado. As forças ocupantes do exército alemão provocaram grandes destruições, especialmente depois do fim do cerco a Leningrado: foram derrubadas árvores centenárias nos dois parques; o Grande Palácio foi pilhado e incendiado; a Grande Cascata foi pelos ares; os Pavilhões de Marly, Monplaisir e Ermitage ficaram semidestruídos; fontes e cascatas quase desapareceram; e as esculturas que sobreviveram foram levadas para a Alemanha. Na realidade, foi muito pouco o que restou. Felizmente, pouco depois do fim da guerra foi iniciado um minucioso programa de restauro que conseguiu restituir ao conjunto o seu aspecto primitivo, voltando a ostentar a glória dos tempos imperiais, com seus belíssimos palácios e jardins. O ingresso somente para os jardins custa RUB 200 ou € 4,60. Para acessar o palácio, é mais caro: RUB 520 ou € 12.

Para chegar, pegue uma embarcação (valor por pessoa: RUB 250 ou € 5,80) no rio Neva, atrás do Museu Hermitage. São vários horários e a viagem é rápida. É preciso ficar atento somente ao horário de volta, para não perder o último que retorna a Petersburgo.

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Tsarskoe Selo ou Palácio de Verão de Catarina

Tsarskoe Selo (Aldeia do Czar) é outra visita que não pode ser esquecida. A somente 25 km da cidade, foi construída na aldeia Pushkin entre 1717 e 1723, nome pelo qual também é conhecida. A região é tranquila e usada pelos moradores de São Petersburgo nos finais de semana, com suas famosas dachas, casas com pequenos jardins onde os russos plantam hortaliças e cuidam dos jardins no verão.

O destaque é a fachada em estilo barroco, com domo dourado, azul e branco. No seu interior destacam-se o Salão de Espelhos (com espelhos em grandes molduras douradas) e o Grande Salão, onde acontecem alguns concertos diariamente. Igualmente impressionante é o Salão de Âmbar, totalmente revestido com este caríssimo material. Durante o cerco a Leningrado, na Segunda Guerra, todo este âmbar foi pilhado pelos nazistas e levado para a Alemanha, e somente aos poucos e a um altíssimo custo, a sala foi posteriormente recuperada.
Foi deste palácio que o último czar russo, Nicolau II, e sua família foram levados pelos bolcheviques, após a revolução russa. Conduzidos até a Sibéria, seriam todos executados em 1918. Até hoje conta-se a história de Anastácia, filha mais nova do czar, que, segundo a lenda, teria conseguido escapar dos revolucionários e sobrevivido, vivendo para sempre anônima em um local desconhecido.

O palácio fica a 30 km de Petersburgo. Para visitar, pegue um ônibus na estação principal de Petersburgo com direção a Pushkin. Descendo na pracinha central da cidade (que é bem pequena) pergunte a qualquer pessoa onde fica o palácio. Mas pronuncie bem devagar o nome ‘Tsarkoye Selo’ para que você seja compreendido. O Palácio é aberto à visitação das 10h às 18h; fechado somente às terças-feiras e na última segunda-feira de cada mês. Já os jardins podem ser visitados das 7h às 21h. O ingresso aos jardins custa RUB 50 (para estudantes) ou € 1,20. Para visitar o interior do palácio e os jardins, o preço é RUB 160 (para estudantes) ou € 7,40.

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Ovos de Páscoa

Peter Carl Fabergé foi um dos maiores artistas de sua época. Em seu atelier, centenas de habilidosos artistas trabalhavam, criando obras de arte em forma de joias, dentre as quais os conhecidos Ovos de Páscoa do Czar, que entraram para a história. Esta tradição foi iniciada em 1884, com um ovo de páscoa encomendado pelo soberano Alexandre III para presentear sua irmã, a czarina Maria. Vale lembrar que, na Rússia, os ovos de páscoa representam a principal celebração da fé ortodoxa. Assim, daquele dia em diante ficou acertado que, a cada ano, Fabergé criaria um novo ovo de páscoa para a czarina.

Durante onze anos o acordo foi cumprido, até a morte de Alexandre III. Seu filho, o imperador Nicolau II, continuou a tradição, estabelecendo que a cada ano uma nova jóia continuaria sendo criada, tendo o aspecto externo de um ovo de páscoa, mas guardando um segredo em seu interior. Assim foram criadas verdadeiras obras-primas, de cores e acabamentos diferentes, fazendo referência a eventos da história russa, como por exemplo, a Coroação de Nicolau II, a inauguração da Ferrovia Transiberiana (rede ferroviária conectando a Rússia Europeia com as províncias do Extremo-Oriente Russo, Mongólia, China e o Mar do Japão) ou a Sagração da Catedral Uspensky.

Até a revolução russa, Fabergé continuou fornecendo os ovos ao imperador russo. Ao todo, sessenta e quatro ovos foram produzidos, dos quais vinte têm paradeiro desconhecido. Os restantes quarenta e quatro estão em exibição, e como é fácil de supor, seu preço é incalculável, não somente devido ao ouro, prata e pedras preciosas utilizadas em sua confecção, mas também pelo valor histórico. Não é de estranhar que muitos turistas fiquem até mesmo emocionados, ao vê-los em exibição no Kremlin de Moscou.

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Bonequinhas Matryoshkas

A matryoshka, assim como a vodca, é um ícone nacional da Rússia. Por mais de um século as Matryoshkas vêm sendo cultuadas como um símbolo da Rússia e um item de colecionismo.

Surgidas em 1890, quando se instituiu a produção de brinquedos educativos e folclóricos, dentre eles as bonecas, as primeiras Matryoshkas reproduziam as camponesas da ex-União Soviética com trajes coloridos, aventais e instrumentos de trabalho. 

Feitas em grupos de oito bonecas que se abrem, revelando outra série delas, representam a figura da família: a tradução literal de Matryoshka é “mãezinha” (mar = mater e oshka = diminutivo).

Além das típicas camponesas, há as que retratam personagens de contos de fadas, ícones da igreja ortodoxa russa e personalidades políticas e históricas.

Trata-se de uma bonequinha de madeira, normalmente de tília, que abre ao meio e tem dentro outra igual, mas de menor tamanho, que por sua vez contém outra, igualmente recheada com outras cada vez menores, numa sequência que varia de cinco a oito, geralmente, e que se repetem em escala decrescente de tamanho. Nas matryoshkas mais refinadas, verdadeiras obras de arte, a menorzinha mede em geral entre dois e três milímetros, e a maior chega a quarenta centímetros. Todas são pintadas à mão, sendo as de melhor qualidade sempre assinadas pela autora.


A primeira Matryoshka foi pintada por Boris Maliutin para ser exposta na Feira Internacional de Paris, em 1900 – onde ganhou medalha de ouro por sua originalidade –, e hoje é uma peça importante no Museu de Brinquedos de Madeira, em Serguiev Posad. Atualmente, existem vários centros onde se produzem Matryoshkas, os mais conhecidos se encontram em Serguiev Posad, Semenov, Maidana e Viatka.

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Moscou

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Conhecer Moscou sempre foi uma de nossas curiosidades e, portanto, foi o primeiro lugar escolhido em mais uma viagem de férias, que durou 32 dias.

Saímos de Brasília no dia 22, às 15h22. O voo com escala em São Paulo e conexão em Frankfurt, pousou em nosso destino no dia 23, às 23h10, no Aeroporto Internacional Domodedovo.

Nossa reserva de hotel foi feita no Brasil mesmo. Já sabendo que por lá quase ninguém fala inglês e que as placas ou sinalizações não estão transliteradas e tendo em vista que chegaríamos à noite, optamos por uma reserva (pelo booking.com), mais seguro e prático.

Ficamos no TNT Hostel Moscow (Zvonarskiy Pereulok 5 Арр.6 – ao lado do UNICOR Bank). Além da localização excelente (perto da Estação Central Domodedovskaya), oferece wi-fi gratuito e é barato. Por noite, são RUB 2.600 (rublos) ou 63 (euros). Só não tem café da manhã e o pagamento deve ser feito em dinheiro.  Para entrar, eles dão uma senha. Não se pode perdê-la. É a única forma de entrar.

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Transporte - do aeroporto ao centro

Do aeroporto Domodedovo (DMO), pode-se pegar o Trem expresso (RUB 320 ou € 8). A viagem dura 45 minutos, sendo que os trens partem a cada 30 minutos. Da área de desembarque até o trem, caminha-se um pouquinho. Mesmo não lendo as placas (que estão todas em russo, no alfabeto cirílico), é fácil localizar pelo desenho do trem. Basta segui-las. A passagem é comprada no guichê de vendas, em frente ao embarque. O trem, moderno, limpo e rápido, sai parte do próprio aeroporto. Atenção: o último parte à meia-noite. Não perca.

Outra forma é pegar o Ônibus Expresso. Nesse caso, a viagem dura 25-30 minutos. O último sai à meia-noite. A passagem custa RUB 100 ou € 2,50.

Há, ainda, vans que também fazem o trajeto em 25-30minutos. A viagem custa RUB 120 ou € 3 + € 3 pela bagagem (se ocupar lugar de alguém). Partem a cada 15 minutos. A última sai à meia-noite. 



Para quem chega de trem de cidades ou países vizinhos, Moscou tem nove estações de trem, 8 delas oferecendo serviços de trens locais e de longa distância (na estação Savyolovsky, somente trens locais). Todas se localizam em áreas centrais de Moscou, perto de estações de metrô.

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Um pouco de história

Capital da Rússia desde 1918 e capital do comunismo até a derrocada do Império Soviético em 1991, Moscou é banhada pelo Rio Moskva (que é o nome da cidade em russo – escreve-se Москва) e uma das maiores cidades do mundo. Ocupa a área de 1.035 km² (com uma população de aproximadamente 10 milhões de pessoas). O cais Santa Sofia, ao lado das muralhas do Kremlin, rende belíssimas fotos. 
Fundada pelo príncipe Yuri Dolgoruky, sua data de fundação é 1147. Moscou é uma cidade famosa pelos monumentos arquitetônicos, igrejas com cúpulas douradas e coloridas, largas avenidas, construções gigantescas, muitos teatros e bibliotecas e pelas tradicionais Matrioshkas, bonecas russas.

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Outros pontos de interesse

A Catedral de São Basílio tem suas origens no século XVI, quando uma pequena igreja de pedra foi erguida neste mesmo local, onde estaria enterrada Santa Sofia. Aproximadamente na mesma época, os russos obtiveram uma vitória definitiva sobre os tártaros que ameaçavam Moscou. Para comemorar o evento, ‘Ivan o Terrível’ ordenou a construção de sete igrejas na Praça Vermelha.

O diferencial nesta catedral é que as igrejas são conectadas entre si, formando um único conjunto, embora com características arquitetônicas e cores diferentes, o que pode ser facilmente constatado observando-se cada torre. Cada uma das igrejas foi projetada para homenagear diferentes eventos da campanha contra os bárbaros. Assim, a Catedral compõe-se de uma nave central, ladeada por outras igrejas, formando um conjunto ao mesmo tempo independente e integrado. Ao todo, são nove torres, cada uma ornamentada por uma cúpula, obras-primas criadas pelo arquiteto russo Postnik Barma.

A torre noroeste, por exemplo, homenageia Santa Ustina e Cipriano, santos do dia em que a capital mongol Kazaan foi conquistada, enquanto a torre sudeste foi consagrada para homenagear Nicola Velikoretsky, cujo nome também está relacionado à conquista russa. O templo não tem uma fachada principal, pois foi concebido para ser apreciado igualmente de todos os lados, assim como o próprio globo terrestre. Não há serviços religiosos regulares no local, pois seu status é mais de monumento nacional e histórico do que religioso.

Na Praça das Catedrais, também no Kremlin, destaque para a Catedral da Anunciação (de 1484), com suas nove cúpulas douradas que contrastam com o branco do edifício. No interior,  afrescos de 1508, solo de jaspe e ágata e um iconostásio (uma espécie de biombo que separa o presbitério e o altar do restante da igreja) de 1405. A Catedral era comumente utilizada para coroação dos czares. Dentre toda a linhagem de soberanos da história russa, destaca-se a figura de Ivan, que entrou para a história como Ivan o Terrível. Foi ele quem conseguiu expulsar definitivamente as hordas invasoras bárbaras provenientes da Sibéria, e estabelecer, a partir de então, um Estado russo unificado. Seu nome permanece venerado em todo o país como o Pai da Rússia, sendo que seu trono até hoje ocupa um local de destaque dentro da Catedral. Aqui também estão as sepulturas de importantes líderes da igreja ortodoxa russa. Mas o verdadeiro destaque desta catedral é seu interior, primorosamente adornado com ícones religiosos, cobrindo todas as paredes.

A torre da Catedral da Anunciação é uma das estruturas mais altas da cidade, visível a quilômetros de distância. Ao lado da Catedral encontra-se o maior sino já construído, fundido em 1701 e que nunca chegou a ser içado até a torre. Perto dali está o Canhão do Tsar, o maior canhão do mundo no gênero.

O Grande Palácio, ao lado da Catedral, residência dos czares construída entre 1838 e 1849 e hoje residência oficial do presidente da Rússia; a Torre do Sino de Ivan, o Grande, de 81 metros de altura (o ponto mais alto do Kremlin); e o Armoury, lar do museu mais antigo de Moscou, onde está preservada uma inestimável coleção de tesouros da história russa cobrindo o período que vai do século IV ao XX. São centenas de joias de ouro, prata e pedras preciosas, vestimentas, armaduras, tronos, carruagens, móveis, alguns dos famosíssimos ovos Fabergé e uma infinidade de objetos. Outro destaque da exposição é o diamante de 180 quilates que pertenceu à imperatriz Catarina, a Grande.

Para a Praça das Catedrais, exposições na Torre do Sino de Ivan e Museu de Armas, a entrada é na Torre Trindade, situada no lado oposto à Praça Vermelha. Ali encontram-se, além da Catedral da Anunciação, a Catedral do Arcanjo São Miguel (com o ícone do Arcanjo São Miguel e as capelas funerárias dos czares e suas famílias com 46 sarcófagos, entre os que destacam os do Príncipe Vsevolodovic, do Czar Fiodor Ivamovic e do Ivan o Terrível), a Catedral da Assunção (nesta catedral está em exposição o trono do czar Ivan, o Terrível, confeccionado em 1551), a Igreja da Deposição do Manto Sagrado de Nossa Senhora e a Igreja dos Doze Apóstolos



Não deixe de visitar o Mausoléu de Lênin (original construído em 1924 e a versão atual, maior, em 1929), situado junto às muralhas do Kremlin. Em seu interior, o corpo mumificado do líder da revolução russa pode ser visitado em determinados dias da semana, embora as filas costumem ser quilométricas. As lápides brancas demarcam sepulturas de outros vultos importantes da história russa, como Joseph Stalin, Leonid Brejnev e Yuri Gagarin. É proibido fotografar, aliás, sequer é permitida a entrada com bolsas ou mochilas. Há um local para deixar os pertences, onde paga-se € 1. O horário de visitação é reduzido, das 10h às 13h, somente às terças, quartas, quintas e sábados. Não é possível parar para olhar, apenas passar em volta do mausoléu rapidamente.

Há, também, o Vladimir Lenin Museum (fundado em 1924 com o nome de Instituto Lenin), localizado na Vishniakovski Pereulok, 4-6, próximo ao Kremlin.

Em frente ao mausoléu, no outro lado da praça situa-se o imponente shopping GUM (Glavny Universalny Magazin), o maior do gênero na Rússia, que abriga lojas sofisticadas e de grife.  Instalado em um prédio do século XIX, antigamente era ali que os moscovitas enfrentavam as filas diárias para comprar alimentos e artigos necessários ao dia-a-dia. Hoje, ali se vende de tudo, mas os preços são impraticáveis para a maior parte dos russos. 

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Kremlin

No dia 24 de setembro, deixamos cedo o hotel rumo ao Kremlim, a poucas quadras do hotel. No caminho, belas construções históricas, o Teatro Bolshoi e uma feirinha de artesanato com muitas lembranças típicas – um bom lugar para comprar.
O Bolshoi (‘grande’ em russo) é o mais famoso teatro da Rússia, tendo sido inaugurado em 1825. São 2.500 lugares e 121 camarotes. Localizado na Teatralnaïa plochtchad (praça).

Ao lado, está o Teatro Maly, também outra bela edificação, com 1.000 lugares. 

Chegamos, então, ao coração da cidade – a Praça Vermelha (Krasnaya plochtchad). Esta imensa área pavimentada compreende as muralhas do Kremlin (espécie de triângulo murado, com 750 metros de extensão em cada um de seus lados), a Catedral de São Basílio, o Museu Histórico Nacional e o Shopping GUM (Glavny Universalny Magazin).

Em frente ao Kremlin (na entrada principal), está o Jardim Alexander, o primeiro parque público em Moscou, construído no início da década de 1820, durante o reinado de Alexandre II. É bastante florido e ornamentado com estátuas. Belo de ser ver.

Para entrar no Kremlin, passa-se por um detector de metais. As filas são grandes, então é aconselhável chegar cedo. O ingresso ao Kremlin custa RUB 100 ou € 2,30. É barato, pois dá acesso a quase todas as suas atrações (com exceção do Museu Histórico Nacional), podendo-se visitar todos os outros museus, as catedrais lá existentes e as torres. É uma verdadeira cidade. O Museu Histórico Nacional é uma belíssima construção do século XVII, situada logo na entrada principal.

A origem da Praça Vermelha data do século XV, quando Ivan III ordenou que fossem demolidos todos os prédios ao redor do Kremlin com a finalidade de criar uma área livre, destinada a funcionar como mercado. O nome da praça deve-se à palavra russa ‘Krasnaya’, que originalmente significava bonita, por estar situada frente à catedral de São Basílio. Além de bonita, significa também vermelho. Este prédio religioso, com suas nove torres multicoloridas, tornou-se o principal ícone turístico e arquitetônico de Moscou.

Durante séculos o Kremlin tem sido testemunha de eventos históricos e dramáticos da história da Rússia. Este imenso complexo, cuja construção foi iniciada em 1147, forma o núcleo mais antigo de Moscou. Na prática, trata-se de uma fortaleza cercada por altas muralhas, intercaladas por 20 torres, das quais a principal é a Torre do Salvador (ou Torre Spasskaya). Em seu interior estão situados prédios administrativos, repartições governamentais, guarnições militares, palácios, museus, residências, igrejas, monumentos e jardins. Somente alguns trechos são abertos à visitação pública, enquanto outros são reservados ao governo.
O Kremlin abrigou a sede do governo até a transferência da capital para São Petersburgo. Depois da revolução bolchevique, em 1917, voltou a ser o endereço mais importante da Rússia. 

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Além do Kremlin



A Catedral de Cristo Salvador (toda branca com cúpula dourada) foi construída por ordem de Alexandre I, como agradecimento pela Rússia não ter sido invadida pelos bárbaros asiáticos. Consagrada em 1833, sua torre principal tem 103 metros de altura. Assim como outros templos religiosos da cidade, também este foi muito danificado pelos soviéticos, e vem recebendo uma cuidadosa restauração. A ponte de pedestres à sua frente fornece um ângulo ideal para belas fotos da cidade. 

Para quem quiser caminhar pela cidade, inclua no trajeto a Ponte de Pedestres Patriarshij, que liga o centro ao sul da cidade, e também a Avenida Tverskaja Ul, uma das principais, unindo o centro até o aeroporto.


Impressionante é a Universidade Estatal de Moscou, uma das mais antigas e a mais importante da Rússia. Foi criada em 1755 e, em 1940, recebeu o nome de Lomonosov, importante acadêmico russo. O prédio principal da Universidade é um arranha-céu, visto a longa distância. Atualmente é o 117º mais alto do mundo, com 240 metros. Foi concluído em 1953 e tem 36 andares. Para chegar, peque o metrô e desça na Estação университет (transliterando: Ouniversitet).

Outro arranha-céu é o edifício do Ministério das Relações Exteriores, com 127 metros, erguido em 1954. Acesso pela Estação Smolenskaïa.

Outra visita recomendável para quem tiver condições de ir um pouco mais longe do centro é ao Convento Novodevichy, um dos mais interessantes e bonitos. Construído em estilo barroco nos séculos XVI e XVII, foi parte de uma cadeia de conjuntos monásticos que foram integrados ao sistema de defesa da cidade. O convento foi diretamente associado à história política, cultural e religioso da Rússia, e estreitamente ligado ao Kremlin. Foi usado por mulheres da família do czar e da aristocracia. Membros da família do czar e comitiva também foram sepultados em seu cemitério. O convento é um exemplo das mais altas realizações da arquitetura russa, com interiores ricos e uma importante coleção de pinturas e artefatos. Por ali passaram ‘Ivan o Terrível’, Boris Godunov e o Tsar Pedro I. Para chegar, a estação mais próxima de metrô é a Sportivnaïa (Cпoptиbhaя), linha vermelha, duas estações antes da Universidade de Moscou.

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Museus

O Museu Histórico Nacional (dentro da área do Kremlin) foi construído em 1878 e engloba estilos arquitetônicos de vários períodos. Tem acervo especializado na história do povo russo. Novaya Ploshchad, 12 (na entrada do Kremlin). Aberto diariamente (exceto terças-feiras e a primeira segunda-feira do mês), das 10h às 19h. Vale muito a pena visitá-lo. 

Outros museus são: Museu de Belas Artes Pushkin (Volkhonka ul., 12), inaugurado em 1912, é o museu de maior fama no país. O seu acervo engloba obras-primas do mundo antigo ao século XX. O Museu Dostoiesvky (Dostoyevskovo ul., 2), casa na qual o famoso escritor cresceu. Em exposição, objetos pessoais e móveis da época. O Museu Tolstoy (Lva Tolstovo ul., 21), residência do escritor russo, com artigos de vestuário e objetos pessoais, além de mobílias da época. Infelizmente, este estava em reforma quando lá estivemos.

Também sempre lembrado é o Museu Lubyanka da KGB, antiga sede da polícia secreta soviética, e que disputava com o FBI americano a supremacia mundial nos serviços de informações. A visita ao museu da KGB deve ser agendada com antecedência. O prédio de cores laranja e rosa ocupa um quarteirão inteiro e fica bem próximo ao Kremlin e ao Teatro Bolshoi.


ATENÇÃO: todos os museus cobram, além do ingresso normal, uma taxa para uso da máquina fotográfica ou filmadora. Uma dica: se estiver em dupla, entre apenas com uma câmera para não ficar tão caro.  

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